AIR-BAGS

Apesar de os ter desligado, e nao ser um fâ do sistema, há que homenagear o seu criador e assim explicar varios aspectos do seu funcionamento:

O inventor das “Air bags”  Foi John  W. Hetrick, Engenheiro Industrial, que em 1953,  registou a patente para  uma "Safety Cushing Assembly for Automotive Vehicles".

Hetrick adquiriu  muita experiência com explosivos e processos de inflação de gases quando trabalhou na fabricação de  torpedos durante a II Guerra,  em 1944. 

Motivado por um grande susto que envolveu um acidente com a família, Hetrick começou a dar voltas ao miolo até que  uma noite  sentado à mesa da cozinha inventou a "almofada de salvação"  "air bags".

Hetrick quis vender a sua patente às companhias americanas de automóveis, mas nenhuma quis.  Ao fim de 28 anos a patente caducou  e  Hetrick perdeu  todos os direitos à sua invenção. Só depois passados trinta anos é que as várias companhias construtoras de automóveis e  o grande público começaram  a reconhecer o verdadeiro  valor de protecção das "air bags".

Hetrick nunca ganhou um centavo com a invenção das "air bags". Sente-se feliz por, finalmente, constatar que a sua invenção está a ser usada sendo exigida por lei por diversos Países.

Como funcionam as "air bags"?

Cada "air bag" possui  duas partes: um sistema eléctrico de  sensores  e uma quantidade  certa de sódio de azide. Quando se dá  o choque do desastre inicia-se um  circuito eléctrico que vai causar a "explosão" do sódio de azide que  enche instantaneamente  o "balão de salvação", ou "air bag". Leva apenas um vigésimo de segundo para a "air bag" se encher! Um vigésimo de segundo é igual ao tempo duma pestenejadela! O gás  que enche o balão  ao expandir-se, tem uma velocidade superior a 100 milhas à hora! Cada “air bag” usa apenas uns grãozinhos de sódio de azide, isto é, uma quantidade certa e bem medida!  O sódio de azide é um derivativo do ácido hidrazóico que ao "explodir"  produz  nitrogénio.   Por isso as "air bags" deviam  chamar-se mais correctamente, "balões de nitrogénio". Devemos notar que o nitrogénio  não é venenoso. É o gás  normal  que ocupa 79 por cento do volume  da  atmosfera.

A Mercedes-Benz  foi a primeira companhia automobolística  no mundo que  começou  a usar a  "air bag" (do lado guiador)  em  muitos dos seus modelos. Seguiu-se a Chrysler em 1989 e depois a Ford em 1990.

As estatísticas são irrefutáveis: o uso dos cintos de segurança e as "air bags"  salvam muitos milhares de vidas e evitam também acidentes muito graves. Portugal precisa muito de “air bags” porque continua a ser o campeão de desastres na Europa.

Presentemente a Mercedes-Benz, Volvo e Toyota  estão a trabalhar para colocarem também "air bags" nas portas laterais dos automóveis. Mas mais ainda:  a  Mercedes-Benz está a inventar um '"air bag" que se encha antes de se  dar o impacto, isto é, que dispare por meio de "sensores de aproximação"! 

Os Ladrões 

A humanidade  está cheia de contrastes. Enquanto o Engenheiro Hetrick se esforçou por  inventar  as “air bags” para bem da humanidade salvando vidas, agora começou aparecer nos Estados Unidos uma quadrilha de ladrões de “air bags”. Preferem as “air bags”,  aos rádios ou aos sistemas de altifalantes dos carros. As “air bags” custam cerca seiscentos dólares cada, mas os ladrões vendem-nas por trezentos. É preciso ter uma experiência específica  para se colocar  uma “air bag” num automóvel porque se não for posta por um perito não funcionará como deve ser.  Infelizmente, existem já garagens que instalam as “air bags” obtidas do roubo...

Não há dúvida nenhuma que as “air bags” vão  ter,  cada vez mais,  um impacto enorme em todo o mundo. Não vamos dizer que Hetrick devia receber um Prémio Nobel, mas entendemos que, há muito tempo, ele é bem merecedor de uma alta condecoração.

SERVIÇOS DE REPARAÇÃO

Os Serviços de verificação, montagem e reparo do Air Bag, devem somente ser realizadas por pessoal especializado.
* No princípio deve-se utilizar um scanner como leitor de defeitos. De forma alguma se deve empregar lâmpada de teste, voltímetro ou outro equipamento para  verificação.
* Em trabalho de reparação do sistema deve-se desligar o cabo de  massa da bateria.
* No final da reparação, ao ligar-se a fonte de energia (bateria), não deve haver ninguém no habitáculo do veículo.
* O módulo do Air Bag deve ser montado imediatamente após ser retirado da embalagem que o transporta.
* Não é permitido que os módulos Air Bag sejam abandonados sem vigilância.
* Os módulos Air Bag desmontados devem ser sempre colocados com a sua cobertura voltada para cima.
* A cobertura do módulo do volante, e a superfície almofadada do Air Bag do lado direito do painel de instrumento, não podem ser coladas, revestidas ou transformadas de qualquer forma. Só podem ser limpas com um pano sêco ou humedecido em água.
* Nenhuma das peças do sistema podem ser submetidas a qualquer tipo de alteração.
* Os componentes do sistema que apresentarem danos não devem ser montados novamente.
* O espaço entre os ocupantes do banco da frente e o raio de acção do Air Bag não poderá ser ocupado por pessoas, animais ou objectos.

Reparação de danos de um acidente: em princípio todos os componentes do Air Bag possuem uma vida útil de cerca de 14 anos.
Na reparação de danos de um acidente deve-se diferenciar se houve ou não detonação do Air Bag.

Acidente com detonação: Todos os componentes a seguir devem ser trocados
Módulo do motorista
Módulo do acompanhante
Unidade de comando com suporte
Cinto de segurança do motorista
Cinto de segurança do acompanhante (mesmo sendo comum)
Volante
Unidade de contacto

· Se numa inspecção dá como resultado que existem danos nos componentes indicados a seguir, os mesmos também, devem ser substituídos:
* Chicote completo do Air Bag
* Luz de advertência de defeitos

Acidente sem detonação:
Se a luz de advertência de defeito não indicar nenhuma falha e não existirem danos visíveis nos componentes, não há necessidade de manutenção.
Importante: Se o veículo ou alguns componentes do sistema forem sucateados, as unidades de Air Bag devem ser disparadas a fim de evitar acidentes.         

 

                                                                                           Fernando Almeida